PNI - Modelo Mundial

Oiii, Nurses!!

Já que falamos sobre vacinas no post anterior, quero saber: Você conhece o Programa Nacional de Imunizações (PNI)?



Trata-se de uma política pública criada em 1973 (48 aninhooos 🎉) de maneira eficiente, que impacta cada vez mais no perfil de morbimortalidade da população brasileira.

Ele é coordenado pelo Ministério da Saúde, de maneira compartilhada com as secretarias estaduais e municipais de saúde, impactando os campos: político, epidemiológico e social, além de ser uma das mais importantes intervenções em saúde pública!


O PNI segue os princípios doutrinários do SUS!


Equidade: a oferta de vacinas ampliada, campanhas e estratégias que alcançam grupos de todos os ciclos da vida e com proteção para mais de vinte doenças;

Universalidade: a oferta de imunobiológicos para todos os grupos da vacinação; Descentralização: a rede de atenção atua de maneira articulada, hierarquizada e integrada, com estipulação de metas, normas e resultados, atuando nas três esferas do governo e garantindo vacinação para todos.


Conquistas após a implantação da PNI:

- Publicação do primeiro CNV composto por quatro vacinas obrigatórias para o primeiro ano de vida;

- Redução de doenças como difteria, tétano e coqueluche.- Cenário epidemiológico de doenças imunopreveníveis melhorou – erradicação de poliomielite, rubéola, rubéola congênita e tétano neonatal;

- Incorporação de novas vacinas a partir do ano de 2006;


Desafios do programa

- Grupos anti-vacina: formados principalmente por questões ideológicas, religiosas ou culturais, que disseminam informações equivocadas para a população, causando rebeliões populares.

- A “hesitação em vacinar” é considerada como uma das maiores ameaças globais à saúde, segundo a OMS;

- Estabelecimento de parcerias fortes com estados e municípios, sociedades científicas, entidades públicas e privadas, organizações governamentais e não governamentais para garantir adesão da população;

- Irregularidade no fornecimento de imunobiológicos decorrentes de problemas de produção;

- Com a baixa adesão na vacinação infantil, especialmente em 2018, houve acúmulo de susceptíveis e retorno do sarampo que já havia sido erradicado;

- Segundo avaliação dos índices, cada vez mais está se perdendo a oportunidade de garantir completude do calendário da criança em tempo certo;

- Fake News disseminadas contribuem para a não adesão às vacinas;

- Necessidade de disseminação rápida de informações e extensão da vacinação no país.


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